Os 15 discos favoritos de Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden 🎸

Bruce Dickinson - Foto: Bleia/I Hate Flash
Bruce Dickinson - Foto: Bleia/I Hate Flash

Quando o assunto é disco de rock, Bruce Dickinson não fala — ele testemunha. O vocalista do Iron Maiden sempre deixou claro que sua formação musical veio de experiências intensas, quase iniciáticas, aquelas que mudam o rumo da vida de alguém que respira guitarra, volume alto e atitude.

Em um material reunido pelo site Far Out, Bruce aparece listando os álbuns que moldaram seu gosto musical, influenciaram sua visão de palco e ajudaram a definir o que viria a ser o som de uma das maiores bandas da história do heavy metal.

O dia em que o Deep Purple mudou tudo

Uma das histórias mais marcantes envolve “In Rock” (1970), do Deep Purple. Na época em que ainda era estudante interno, Bruce caminhava por um corredor quando ouviu um som diferente, pesado, agressivo — algo que ele nunca tinha escutado antes.

Curioso, bateu na porta do quarto de onde vinha o barulho. Um veterano abriu, soltou algo como:

“É Deep Purple, ‘Speed King’”, e fechou a porta na cara dele.

Foi o suficiente.

Bruce Dickinson já contou que aquele momento representou um antes e depois na sua vida. Um tipo de memória que não se apaga, porque marca o instante exato em que o rock deixa de ser música… e vira destino.

Jethro Tull, Iron Maiden e uma “tonalidade impossível”

Outro disco essencial na lista é “Aqualung” (1971), do Jethro Tull. Bruce e Steve Harris gostavam tanto do álbum que o Iron Maiden acabou gravando “Cross-Eyed Mary” nos anos 80.

O próprio Ian Anderson comentou a versão e soltou uma daquelas observações técnicas que soam como piada, mas carregam verdade:

“Eles tocaram na mesma tonalidade que eu. Mas isso coloca a música numa tonalidade impossível para Bruce Dickinson. Bruce é tenor e eu sou barítono — um barítono baixo.”

Rock também é isso: ousar mesmo quando dizem que não dá.

Led Zeppelin, Deep Purple e a crueza do palco

Quando o papo chega em Led Zeppelin, Bruce costuma elogiar especialmente a fase inicial de Robert Plant e a energia crua de apresentações antigas filmadas.

Em entrevista à Loudwire, ele comentou como aquelas performances influenciaram diretamente sua forma de pensar o show ao vivo — intensidade, entrega e zero frescura.

Ainda assim, quando colocam Led Zeppelin e Deep Purple lado a lado, Bruce nunca titubeou:
👉 sempre foi mais time Purple.

Segundo ele, o que mais o atraía no Zeppelin tinha relação com as raízes folk inglesas, e não exatamente com as releituras do blues americano.

Os 15 discos favoritos de Bruce Dickinson

A lista abaixo foi reunida pela Far Out, com base em falas de Bruce Dickinson na época em que ele apresentou um programa na BBC. Os anos seguem conforme publicados pelo site:

Deep Purple – In Rock (1970)
Jimi Hendrix – Are You Experienced (1967)
Jethro Tull – Aqualung (1971)
Led Zeppelin – Led Zeppelin IV (1971)
Black Sabbath – Vol. 4 (1972)
Rainbow – Rising (1976)
Thin Lizzy – Live and Dangerous (1976)
Van Halen – Van Halen (1978)
Aerosmith – Live Bootleg (1978)
UFO – Strangers in the Night (1979)
Judas Priest – British Steel (1980)
Ozzy Osbourne – Blizzard of Ozz (1980)
AC/DC – Back in Black (1980)
Whitesnake – Come An’ Get It (1981)
Iron Maiden – The Number of the Beast (1982)

Influências que viraram legado

Essa lista não é só uma coleção de clássicos. É praticamente um mapa genético do heavy metal. Cada disco carrega elementos que ajudaram a moldar a voz, a presença de palco e a mentalidade de Bruce Dickinson, e, por consequência, do próprio Iron Maiden.

Se você quer entender de onde vem o som, a atitude e a fúria que atravessam décadas, esses 15 álbuns são um ótimo lugar para começar — de preferência, com o volume no 11.